Psicologia Clínica


Project Description

O serviço de Psicologia Clínica do ITAPA destina-se a crianças, adolescentes e adultos (Psicoterapia Psicanalítica individual e Terapia de Casal). Todos as pessoas são atendidas em máximo sigilo, directamente pelo técnico com quem foi feita a marcação prévia da primeira consulta. Só após (pelo menos) a primeira consulta se irá inter-decidir sobre o processo terapêutico e os seus trâmites.

 

“(…)Os sintomas, e tantas vezes os sinais, apresentam (também) expressões visíveis e viáveis de algo mais profundo do que a mera aparência indicativa. São eles que, natural e frequentemente, levam pessoas a considerar o pedido de ajuda profissional, pois é principalmente através deles que as problemáticas ganham expressão, visível e perturbante, aos próprios e/ou aos (outros) próximos. São poderosos ao ponto de se tornarem problemas (quase) per si, no entanto, quando apenas eles são resolvidos a fonte que os originou continuará sem resolução(…). Como o trabalho psicoterapêutico pretende que os resultados do tratamento sejam reais e realistas, em função duma eficácia (e eficiência) duradoura e permanente, tratamos as problemáticas em profundidade.”                                 

João Castanheira, Director Clínico do ITAPA

 

 

“Através da relação única que se configura e inscreve nos moldes terapêuticos, vai-se caminhando no sentido da livre e espontânea expressão da singularidade de cada um, traçando as linhas do corpo interno e conjunta-mente, almejando a liberdade de espírito necessária ao encontro de um Eu em sintonia e sentimento consigo próprio, com os outros e com o mundo. Sendo que o nó do conhecimento transforma e o do amor liberta, é através da viagem da escuta, partilha e compreensão, que se vão juntando os nós e tecendo as malhas para a expansão do campo mental, tecido, ora consciente ora inconsciente, ora doce ora amargurado, reestruturando os nós ligados pelos afectos e costurados pelas linhas do tempo e do desejo. Assim, pensar o tecido mental e afectivo, que liga as malhas da mente, é “passar do templo à contemplação”, ser aprendiz e ancião, ser.”

Mário Costa David,  Psicólogo Clínico do ITAPA

 

          

“A análise e compreensão assentam numa partilha de experiências e emoções que possibilitam a revelação de sentidos. Compreender o que uma pessoa realmente quer, desbloquear condicionantes na comunicação, implica tempo de contacto, disponibilidade para a construção de uma relação de empatia e conhecimento do outro. Cada Ser uma identidade, uma verdade, a qual não se constata pela observação neutra. É numa relação de confiança que a pessoa se revela na sua verdade. Com base na relação terapêutica, o paciente permite-se a compreender o processo de construção da sua subjectividade e dos seus fenómenos inconscientes, sendo neste percurso de abertura do seu (e ao) mundo que o Eu desenvolve uma dinâmica assente em transformações e se permite à criação de algo novo.”

Nuno Santos, Psicólogo Clínico do ITAPA

 

 

“Lugar e Tempo assumem na relação terapêutica uma dimensão inter-inconscientes. Este espaço de encontro com o outro (interno) possibilita a vivência de uma relação cada vez mais autêntica e genuína, onde, pensar a dois alicerça o caminho, e a relação de confiança fortalece o percurso. A Psicoterapia, lugar e tempo férteis para a livre e espontânea expressão do Eu, abraça o significado de acolher um pedido de ajuda: Ser fonte Nutritiva. A viagem, refrescada pela escuta e sustentada pela compreensão percorre os rios e os desertos, aliada ao seu cântaro (mental), caminhado para um lugar único e singular: a própria pessoa.”

Ana Cordeiro, Psicóloga Clínica do ITAPA

 

 

“A psicoterapia é como escrever um livro, mas não é um livro qualquer, é quase uma edição única, uma co-autoria entre terapeuta e paciente. O paciente dá o mote, as letras, o terapeuta vai pontuando, indicando a necessidade das pausas, acrescentando umas figuras de estilo e umas ilustrações que volta e meia o paciente também pinta. É como se, além de um livro, fosse também uma partitura, uma compilação de partituras, um livro de músicas… Com vários sons e vários ritmos. Umas notas dadas pelo paciente e uma música escrita por ambos.

Terapia: um livro, uma partitura ou uma história, uma música. Ou, talvez ainda, uma história musicada. Um aglomerado de letras e de notas que livremente vão surgindo e surgindo e surgindo e que vão ganhando forma e sentido à medida que vão sendo lidos e ouvidos.”

Carlota Teles, Psicóloga Clínica do ITAPA